February 27, 2007
Scritta
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Vou falar hoje sobre uma nova modalidade de escrita que está na crista da onda e pegou de surpresa muitos profissionais do texto: a redação para a internet ou webwritting.
Primeira pergunta que vem à cabeça: escrever para a internet é o mesmo que escrever para um jornal, folder ou revista? A maioria das pessoas vai dizer “não”. O motivo do “não” é o que muitos desconhecem.
“O tamanho do texto tem de ser menor, porque é ruim ler na tela”, dirão muitos. O que eu quero dizer é que escrever para a web é muito mais complexo do que a mera adaptação do tamanho do texto. A internet de hoje exige um componente crucial para o sucesso da página: ela tem que ser encontrada. Quem diz o que vai ou não ser lido são as máquinas de procura eletrônica, dentre as quais a mais famosa é o Google. Elas nada mais são do que softwares que avaliam automaticamente quais páginas devem ficar entre as primeiras de uma busca e quais vão para o fim da fila.
Em jornalismo, é bem conhecido o efeito de um título. Ele afasta ou aproxima o leitor dependendo de como é redigido e do interesse desse leitor. Pois na web, além do título, o texto todo deve ser construído para que, antes mesmo que o leitor bata os olhos sobre ele, as máquinas de procura o encontrem e coloquem-no, de preferência, na primeira página de resultados.
A importância e a peculiaridade do webwritting me levaram a elaborar um curso específico sobre o assunto (ver http://www.scrittaonline.com.br/ ). Pensar nos mecanismos de procura na hora de escrever a sua página eletrônica fará a diferença entre ser lido ou ser mais uma gota no oceano digital.
Um abraço.
February 12, 2007
Língua Portuguesa
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Ligar a TV numa manhã de domingo é como olhar as vitrines de um shopping center. A mais moderna panela elétrica, o tritura-mexe-mistura qualquer coisa, o super-depilador indolor de cinco velocidades, a câmera digital à prova de água salgada, o televisor de cinco polegadas para você não perder a novela quando vai ao banheiro… Está tudo ao alcance do controle remoto. A diferença do shopping é que, na TV, o apelo visual dá lugar ao sonoro: “Liga agora e… compra! Compra! Compra!”
O “liga” e o “compra” devem ter vindo das mesmas mentes que criaram o “gerundismo” dos telemarketings, o famoso “vamos estar enviando”. Para esse pessoal, o imperativo “compra” deve ter um apelo maior e uma conotação mais positiva do que o batido “compre”. O problema é que o “liga” não concorda com o pronome de tratamento usado pelos televendedores: “você”.
No Brasil, salvo raras exceções, tratamos a pessoa com a qual falamos por “você” (contração de vossa mercê), ou seja, usamos a terceira pessoa do singular. Isso quer dizer que quando eu uso “você”, faço as conjugações como se fosse “ele(a)”. Isso vale também para o imperativo: “Compre ele, mas compra tu.”
“Liga” e “compra” são os imperativos de “tu”. Para soarem bem aos ouvidos, eles teriam que vir acompanhados de frases assim: “Tu precisas perder aquela tua barriginha, mas não tens tempo? Agora tu podes manter a forma enquanto trabalhas. Chegou especialmente para ti o fabuloso Personal Electric Trainner. Aproveita a promoção de lançamento, liga agora e compra! Compra! Compra!”
Mas se você quer se manter em forma no português, fique ligado nessas regras, especialmente quando for escrever. Não se esqueça: se for tratar por você, se ligue nesse toque: “Se ligue! Se ligue! Se ligue!”
February 8, 2007
Treinamento Empresarial
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O enorme interesse do pessoal da Bosch no curso de Redação Empresarial realmente me impressionou.O primeiro dia logo se transformou num bom bate-papo sobre as maiores dificuldades que os participantes enfrentam na comunicação diária. O grupo, formado basicamente por engenheiros, teve uma interatividade fora de série.
Deixo este blog à disposição deles e de outras turmas que precisem tirar dúvidas ou mesmo contar “causos” interessantes sobre a comunicação no mundo corporativo. Este blog é de vocês.