May 22, 2008
Cinema
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Olá, amigos!
Estou postando para fazer-lhes uma recomendação de filme, pois adoro cinema. E apesar de esse ser já antigo, e bem recomendado, eu não o conhecia. É de 2007 e eu o achei fantástico.
É um daqueles filmes tipicamente americanos, piegas. Não tem efeitos especiais, mas é brilhante ainda assim. Escritores da Liberdade é dirigido por Richard LaGravenese, tem como atriz a Hilary Swank, e é baseado em uma história real. A história de uma professora que, recém-formada, vai dar aula em uma escola turbulenta de Los Angeles, em que impera a briga entre etnias. A professora, ao se ver desafiada pela situação de embate físico e psicológico e frente à apatia dos alunos, descobre um jeito mágico de se aproximar deles: a literatura. Através do livro “O diário de Anne Frank”, que trata do nazismo – a maior das brigas étnicas – faz com que os estudantes queiram sair do universo de discordância cultural a que antes pertenciam, abrindo-se a uma nova perspectiva de vida.
É digno de aclamação, primeiro, por ser real, e segundo por tratar tão bem e com tanta sensibilidade da vida de uma professora, que mais do que isso, torna-se educadora, consciente de seu real papel frente à sociedade: o de formar cidadãos.
Hillary Swank, no papel de Erin Gruwell, consegue demonstrar a seus alunos que a educação ainda é a maior possibilidade de mobilidade social.
Por tudo isso, sugiro a vocês, como professora e cidadã, que assistam a Escritores da Liberdade e que me digam se a dica foi boa!
Um grande abraço,
Laila Vanetti
February 22, 2008
Cinema, Literatura
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Vocês poderiam perguntar: o que é Mutum? Eu diria que muitas são as respostas. Para Guimarães Rosa, “é um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte, e lá chove sempre…” Para Sandra Kogut, é um filme, o que encerrou o Festival de Cannes e o ganhador do Festival de Cinema do Rio 2007.
Para mim e outros leitores e telespectadores, é o cenário da obra “Campo Geral”, de Guimarães Rosa e é também onde vive Thiago, o protagonista do filme, que interpreta Miguilim, personagem do livro.
Como na narrativa, o filme traz aos telespectadores um universo desconhecido, que nos é apresentado pelos olhos de Thiago, um garotinho de 8 anos. E apesar de a perspectiva ser infantil, somos levados às mais fortes emoções e aos mais graves conflitos. Conhecemos um mundo de pequenas formas, cores, valores, sentimentos. Um mundo de novos valores, de valorização de objetos e seres outrora marginalizados. Um mundo lingüisticamente novo. Um mundo que precisa ser desbravado, compreendido.
Miguilim nos leva a esse conhecimento mais profundo do mundo infantil, inocente, sensível. Seu olhar nos faz entender o mundo com grandeza. Essa grandeza, contraditoriamente, aparece como miopia, como uma distorção do olhar verdadeiro do mundo. Um olhar que precisa de correção, de óculos, para que, dessa forma, seja “comum”. O livro traz em si uma circularidade que só pode ser compreendida por quem conhece Miguilim.
Sandra Kogut e seu filme talvez tenham traçado o caminho mais curto para se aproximar de Guimarães Rosa, nesse ano em que se comemora o seu centenário de nascimento.
Por tudo isso, a premiação foi merecida. E eu não poderia deixar de recomendar que assistam a “Mutum” e leiam “Campo Geral”.
Grande abraço
Laila Vanetti
January 10, 2008
Cinema
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Aproveitei as férias para me atualizar no cinema. Vi um filme baseado em um livro publicado há 21 anos, por um autor colombiano, ganhador de Nobel, chamado Gabriel Garcia Márquez. “O amor nos tempos do cólera” trata de uma história de amor impossível, povoada de mágoa, dor, ciúme e cólera. Um amor platônico – o primeiro – que não deu certo, mas que sobrevive por 50 anos baseado na esperança de um dia se concretizar e provar que a vida e o amor podem ser transgressores e destruir quaisquer fronteiras.O filme, dirigido pelo inglês Mike Newell, conta com vários atores famosos (como Javiel Bardem) e com uma participação da brasileira Fernanda Montenegro, que faz uma louvável atuação como a mãe de Florentino Ariza, o protagonista da história. A atriz está presente nas cenas em que o amor e a doença se misturam, dando origem ao título da obra.
Não é uma cópia fiel ao livro, mas é uma belíssima história de amor, sem dúvidas. O filme e o livro ficam entre o mundo dos sonhos e a quase insuportável realidade.
É uma dica para aqueles que leram o livro e querem recordar e para aqueles que não leram e querem conhecer uma das mais belas histórias da literatura.