Muitas pessoas prestam concursos para conseguir estabilidade profissional, um salário melhor e uma carreira estável. Para isso, anos a fio de dedicação aos livros, concentração máxima e estratégias de estudo fazem parte da vida dos candidatos. Essas pessoas procuram oportunidades de se destacar e ter conhecimento de conteúdos que façam a diferença na hora da prova.
E, para isso, uma fonte interessante a ser consultada, tanto pelas pessoas que estão prestando concursos quanto pelas empresas que precisam se comunicar com órgãos públicos, é o site Redação Oficial - www.redacaooficial.com.br. Esse endereço eletrônico reúne modelos de comunicados diversos, entre outras informações interessantes para quem precisa sair na frente.
Nesse site é possível ter contato com a linguagem oficial e solucionar dúvidas em relação ao que é importante e essencial saber na hora de prestar a prova do concurso tão esperado. Também é possível aprender a redigir um ofício, um memorando, uma revogação ou itens exigidos como conhecimento fundamental para quem presta concurso para escrivão ou escriturário, por exemplo. Vale a pena conferir o site e esclarecer diversas dúvidas.
O Acordo Ortográfico está dando o que falar. Recebo diariamente dezenas de e-mails e mensagens sobre esse tão polêmico, embora bem-vindo, Acordo Ortográfico. Sempre digo que mudanças incomodam no começo, mas nos ajustamos a ela depois de um tempo. Esta é uma das grandes vantagens dos seres humanos sobre os outros seres vivos: adaptamo-nos rapidamente às mudanças. Quem não se lembra de quando o cinto de segurança passou a ser obrigatório? E a nova Lei Seca? Pois bem, com o Acordo é a mesma coisa.
Ao contrário do que muitos pensam, esse Acordo foi proposto como forma de simplificar e padronizar a língua portuguesa, já que ela é falada por mais de 215 milhões de pessoas, ou seja, é a quinta língua mais falada no mundo. Assim como a língua inglesa é padrão e referência no mundo inteiro, o português terá seu padrão a ser seguido em todos os países que falam a língua de Camões. É uma estratégia de driblar o espaço e o tempo, responsáveis pelas milhares de variações que podemos encontrar na análise dos textos ao redor do mundo.
No site da Scritta, existem diversos artigos sobre esse tema. Também disponibilizamos todo o acordo em PDF para download. É uma ótima dica para tirar suas dúvidas de uma vez por todas quanto ao Acordo Ortográfico. Confira nos links abaixo.
Nessa semana, fui ao Rio de Janeiro. E notei duas coisas:
A primeira é que a crise do caos aéreo ainda não acabou, como relatam as mídias, pois meu vôo atrasou e fiquei muuuito tempo no aeroporto.
A segunda, que descobri por causa de ter ficado tanto tempo no aeroporto, é que a mídia – desde os jornais impressos até os televisionados – tem veiculado a seguinte notícia: o funcionário vazou o dossiê.
Sem analisar o problema político da frase, mas analisando o problema lingüístico – se é que podemos chamar de problema - comecei a me perguntar sobre os sentidos dessa construção. Ora, geralmente, o que vaza é líquido. Ultimamente, notícias também vazam. Mas o problema é outro. Uma pessoa pode ser o agente desse verbo? Dizendo de outra maneira: Uma pessoa pode vazar uma notícia?
Parece ter havido uma mudança de sentido no verbo “vazar”, criando um jargão que está se incorporando ao vocabulário da norma culta e que não parece ter um sentido completo. A frase não me soaria estranha se fosse: o funcionário deixou vazar o dossiê. Mas do jeito que foi composta está bastante estranha aos meus ouvidos.
O que vocês acham? É mesmo uma construção estranha? Faz algum sentido para vocês? Falem comigo! Não me deixem só!
Ontem (27/03), por volta das 13h, estava a caminho de São Paulo, quando ouvi um dos jornalistas de uma grande emissora de rádio dizendo: “(…) para tirar dúvidas foi criado dois e-mails (…)”.
Como consultora de linguagem, não poderia deixar tal fato “passar em branco”. Reconheço as dificuldades do jornalismo em tempo real. No entanto, acredito ser dever da Rádio se preocupar tanto com o conteúdo quanto com a forma com que a mensagem será veiculada. Um erro desse nível pode prejudicar a imagem da tão respeitada rádio junto ao seu público fiel e atento.
Em setembro do ano passado, a Scritta veiculou na Internet um material, em PowerPoint, sobre as mudanças que ocorrerão na Língua Portuguesa em 2009, a Reforma Ortográfica.
O material teve grande repercussão, despertando o interesse de algumas mídias em divulgá-lo.
Vocês viram a grande repercussão que o projeto de lei pela proibição de estrangeirismos causou? Notícias em diversos jornais impressos e em mídias virtuais.
O deputado federal Aldo Rebelo, ao propor o projeto, argumenta que estrangeirismos são uma forma de exclusão. Outros argumentam dizendo que o uso de estrangeirismos propicia conhecimento de um novo idioma aos que não o dominam e, dessa forma, inclusão.
Muitos lingüistas falaram a respeito, defendendo as mudanças na língua Portuguesa. Pasquale Cipro Neto também se posicionou com bastante humor. Disse que não há substituição para palavras como “pizza”. Se fôssemos traduzir, precisaríamos dizer “disco de massa com queijo e tomate”.
A verdade é que parece ser complicado barrar estrangeirismos em quaisquer línguas, pois estão sempre abertas a mudanças. Obviamente, não devemos abusar do uso de palavras estrangeiras. Se estivermos lidando com pessoas que não conheçam o significado dos termos utilizados, devemos fornecer a tradução. A compreensão não pode ser dificultada.
Pensando nessa polêmica, a Scritta criou uma enquête perguntando aos internautas o que pensavam do projeto de lei. O resultado foi de 69% de pessoas contrárias ao projeto. Quem foi contra, certamente, deve pensar que a língua é propriedade de seus falantes. E, dessa forma, o uso é determinado por eles.
Para conferir o artigo e a enquête sobre o tema, visitem o site da Scritta.
Olá, Amigos!Na postagem do dia 17 de setembro, comentei sobre a reportagem de capa da Revista Veja. Achei o assunto tão interessante que pedi à equipe da Scritta que reproduzisse a pirâmide que relaciona diretamente a ascensão profissional ao vocabulário que a pessoa domina.
Achei que o assunto já havia esfriado, no entanto, continuo recebendo e-mails sobre o manifesto do Luciano Huck após ter sido assaltado em São Paulo. O “Rolo do Rolex” (como diria Zeca Baleiro) continua na mídia e eu não poderia deixar de comentá-lo aqui no Blog.
Muitos devem estar se perguntando: “mas Laila, o que você tem a dizer sobre isso? Tem algo a ver com linguagem?”. Gostaria primeiro de dizer que o manifesto escrito pelo apresentador Luciano Huck diz respeito a todos nós, afinal, a violência é evidente, é um mal que aflige a sociedade brasileira como um todo.
Não vou aqui criticar ou defender o manifesto do apresentador, mas gostaria de dizer que tem muito sobre o que se falar do episódio quanto à linguagem. Para isso, vou convidá-los a uma reflexão sobre os desdobramentos do assunto.
Sempre falo nos meus cursos sobre o poder da retórica, a arma poderosa (não a “38” que apontaram na cabeça de Huck) que os argumentos podem se tornar no momento de convencer e/ou persuadir. No caso do manifesto “quase póstumo” (vale comentar que achei interessantíssimo o título) muitos dos argumentos utilizados são consistentes, tornando-o praticamente incontestável.
O “praticamente” para alguns pode se tornar “parcialmente” para outros, pois como mencionei anteriormente, houve desdobramentos. Boa parte dos leitores viu o manifesto de forma negativa.
Luciano tentou se comunicar com a sociedade como um todo, no entanto, foi bombardeado (não tanto como se estivesse em Bogotá) por alguns que não se julgaram interlocutores daquele manifesto. Não pela linguagem adotada em seu texto, que era clara e até simples, mas o conteúdo e os argumentos adotados fizeram com que muitos achassem que o texto tinha um discurso elitista e representava o desabafo de uma minoria.
A partir daí outras pessoas também se sentiram no direito de se manifestar, mostrando o outro lado, o lado dos desfavorecidos, como fez o escritor e rapper REGINALDO FERREIRA DA SILVA (Ferrez).
Seria o início de uma guerra? Acho que de guerra estamos fartos. Neste episódio não há ganhador ou perdedor, na verdade, todos ganhamos, pois quanto mais informações temos (por mais contrastantes que sejam), melhor será o nosso posicionamento sobre o assunto. Lembrando sempre que as informações devem ser lidas com profundidade, com um olhar criterioso.
O discurso que todos nós adotamos é o reflexo da bagagem de toda uma vida. No momento em que resolvemos expor nossas idéias, nossos pontos de vista, é sempre importante levarmos em conta COMO iremos nos expressar e para QUEM iremos falar, pois do outro lado haverá um interlocutor que poderá LER nossa mensagem de acordo com a bagagem de vida que ele carrega.
Respondendo ao pedido feito em forma de comentário aqui no blog, hoje vou falar um pouquinho sobre um assunto polêmico, o gerundismo.
Muitos profissionais que participam dos meus cursos, principalmente aqueles que trabalham na área de call center, perguntam freqüentemente: “Afinal, por que o gerundismo se tornou um vício e é tão mal visto?”.
Especificamente, falando dos serviços de atendimento ao cliente, acredito que grande influência tenha vindo dos manuais (“scripts”) que apresentavam uma tradução literal do inglês, já que o serviço de call center teve início nos Estados Unidos e foi exportado para o Brasil.
Os manuais traziam, por exemplo, algumas expressões como “We’ll be sending it tomorrow” e eram traduzidos ao pé da letra:“vou estar enviando amanhã”, sem que se dessem conta de que o gerúndio em inglês nem sempre continua o mesmo ao ser traduzido para a nossa língua.
Até então, no início, parecia uma linguagem rebuscada, para alguns até sinônimo de bom gosto! Mas o tiro saiu pela culatra, pois o serviço tornou-se sinônimo de chatice.
É verdade que a origem da implicância com a linguagem dos call centers é decorrente de outros fatores do serviço: o horário inconveniente em que muitas ligações são feitas, a impessoalidade do atendimento e, principalmente, o tempo que se gasta para ser atendido.
Agora, não vamos generalizar todas as centrais de atendimento, afinal, em muitos casos é um serviço imprescindível para nós consumidores e nem todos os serviços desse tipo deixam a desejar. Hoje, as empresas estão realmente empenhadas em mudar a visão que temos deste serviço, pode apostar!
E, verdade seja dita, o gerundismo virou um vírus, espalhou-se do sub-solo até a cobertura de uma grande empresa . Não é exclusividade dos call centers.
Bom, mas vamos ao que interessa : e o tal do gerúndio, está certo ou errado ?
Resposta: Depende! Há gerúndio e gerundismo.
O gerúndio, acredite se quiser, não é tão vilão como imaginamos, ele existe e é para ser usado. A grande confusão está em como utilizá-lo adequadamente.
Vamos às explicações:
Quando se diz, por exemplo, “Não me telefone nessa hora, porque eu vou estar dormindo”, está correto! Pois indica um processo (dormir), ou seja, o ato de dormir tem uma determinada duração (muitas vezes bastante longa). No entanto, “vou estar transferindo sua ligação” é um processo quase imediato, basta apertar um botão. Portanto, é utilizado de forma equivocada. Isso é gerundismo. Opa! Mais um motivo para odiarmos o gerundismo! Na maioria dos casos, dependendo do tempo que ficamos pendurados ao telefone, a duração da transferência da ligação pode ser eterna! E, assim, inicia-se a saga das mais variadas musiquinhas que nos dão arrepio.
Concluindo, quando você estiver fazendo algo que dura, use o gerúndio, sim! Agora, se você estará enviando um fax, esqueça! Porque se demorar, não será devido ao tempo de operação, mas sim ao tempo passado até que ela se efetue, e aí coloca-se em dúvida a própria eficiência e competência de quem envia o fax!
É isso mesmo gente. Após 36 anos desde a última mudança na ortografia oficial da nossa língua, estamos prestes a passar por outra. Parece pouca coisa, mas ela vai alterar a rotina de muita gente e não só a dos estudantes que batalham para o vestibular.
Você redige contratos, propostas de serviços, memorandos, documentos oficiais ou meros e-mails de apresentação? Fique atento para acompanhar as mudanças. Nem preciso alertar os profissionais que prestam concursos ou que tratam constantemente com a palavra escrita.
Não pense em se livrar do trabalho fazendo uma atualização no revisor automático do editor de textos. Quem trabalha muito com ele sabe que o software não é 100% confiável.
Para facilitar a vida de todos, nós da Scritta elaboramos um rápido guia sobre a reforma ortográfica para você se adaptar e até tirar dúvidas na hora do sufoco.
Depois da excelente sugestão de Vanda, nossa leitora, postamos também uma enquete para você opinar sobre essa mudança na ortografia portuguesa. Acesse e participe: www.scrittaonline.com.br.