Página de Papel X Página Eletrônica

3:28 pm Scritta

Vou falar hoje sobre uma nova modalidade de escrita que está na crista da onda e pegou de surpresa muitos profissionais do texto: a redação para a internet ou webwritting.
Primeira pergunta que vem à cabeça: escrever para a internet é o mesmo que escrever para um jornal, folder ou revista? A maioria das pessoas vai dizer “não”. O motivo do “não” é o que muitos desconhecem.

“O tamanho do texto tem de ser menor, porque é ruim ler na tela”, dirão muitos. O que eu quero dizer é que escrever para a web é muito mais complexo do que a mera adaptação do tamanho do texto. A internet de hoje exige um componente crucial para o sucesso da página: ela tem que ser encontrada. Quem diz o que vai ou não ser lido são as máquinas de procura eletrônica, dentre as quais a mais famosa é o Google. Elas nada mais são do que softwares que avaliam automaticamente quais páginas devem ficar entre as primeiras de uma busca e quais vão para o fim da fila.

Em jornalismo, é bem conhecido o efeito de um título. Ele afasta ou aproxima o leitor dependendo de como é redigido e do interesse desse leitor. Pois na web, além do título, o texto todo deve ser construído para que, antes mesmo que o leitor bata os olhos sobre ele, as máquinas de procura o encontrem e coloquem-no, de preferência, na primeira página de resultados.

A importância e a peculiaridade do webwritting me levaram a elaborar um curso específico sobre o assunto (ver http://www.scrittaonline.com.br/ ). Pensar nos mecanismos de procura na hora de escrever a sua página eletrônica fará a diferença entre ser lido ou ser mais uma gota no oceano digital.

Um abraço.

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